Boa noite, Seja bem vindo - Quarta-Feira, 22 de Fevereiro de 2012 - Aracaju - SE  

Voltar ao site
Blog mantido por: Fernando Viana
BLOGS - ENERGIA
BLOGS - BIOTECNOLOGIA
BLOGS - TIC
BLOG - Fernando Viana
05
Setembro
Tamanho da fonte
Postado por: Fernando Viana          Categoria: Novidades
 

TRANSFORMANDO IDEIAS EM NEGÓCIOS CRIATIVOS

 

As recentes leis aprovadas pelo Governo Federal visando reduzir o nível da economia informal no Brasil mostra que há uma preocupação para uma área imensa que poderá ser desenvolvida de forma segura à medida que os empreendedores individuais, dos micro e pequenos empresários começarem a sair da clandestinidade. Ou seja, como os impostos são muito elevados no Brasil as pessoas terminam por temer em pagar muitos impostos e não ficar com nada, daí optam pelo negócio informal. Por outro lado, como a mídia nacional divulga muitos escândalos de desvio de dinheiro público, corrupção e outras coisas mais as pessoas começam a pensar: “Se eles podem porque também nós não podemos?”.

Num recente discurso a presidente Dilma afirmou que: “Combater a corrupção não é meta do seu governo, porque essa é uma prática de governo.” Ufa! Até que enfim. Esta é, certamente, a retórica correta. O exemplo precisa emanar do Planalto. Não resta a menor dúvida.

Mas, voltando ao nosso tema, acredito que estamos despertando e acordando para assuntos que estão sendo discutidos nos países de primeiro mundo, há pelo menos mais de dez anos; a questão da economia criativa, num país dito de população extremamente criativa.

Mas, para isto acontecer estamos falando de uma nova economia. Porque a abordagem sobre a importância da competência criatividade não é nova no mercado, mas o que há de novo e extremamente saudável é o entendimento da importância da relação intima entre a criatividade e a economia. Isto permite com que sejam criados resultados do ponto de vista econômico poderosos.

Exatamente porque começamos a entender que as pessoas que possuem as suas próprias ideias poderão até vir a ser muito mais poderosas do que aquelas pessoas que trabalham com as máquinas e, muitas vezes, até dos donos das máquinas. Aí me lembro daqueles profissionais que passaram no mínimo vinte anos estudando e, hoje, ficam operando com máquinas moderníssimas e se sentem muito poderosos e únicos. Daí esquecem que a sua própria máquina – muitas vezes – mostra os possíveis caminhos da saída e, por sua vez, eles precisam pensar muito pouco para resolver o problema que está à sua frente.

A relação entre a criatividade e a economia é intangível. Criatividade é a habilidade de gerar algo novo; isso significa a produção por parte de uma ou mais pessoas de ideias ou invenções que deverão ser originais, pessoais e possuir significado. Já a economia é definida, convencionalmente, como sendo um sistema para produção, troca e consumo de bens e serviços. Portanto, os economistas lidam, geralmente, com o problema de como indivíduos e sociedades satisfazem os seus desejos, os quais por sua vez são infinitos, mas que precisam lidar com fontes de recursos cada vez mais finitas e, principalmente, em descobrir as escassas fontes de recursos. No caso brasileiro, sempre temos a alternativa de gerar mais impostos e tudo se acerta, mas esse não é o modelo adotado pelo mundo. Vimos recentemente que o presidente Obhama passou por momentos e extrema dificuldade e ficou exposto à opinião pública porque os políticos americanos não quiserem taxar com impostos os mais ricos.

A criatividade, portanto, não é uma atividade econômica; todavia, pode tornar-se quando produz ideias de valor econômico ou gera produtos considerados propriedade intelectual. Nesses casos temos os chamados produtos criativos, os quais por sua vez podem ser definidos como bens ou serviços que resultaram da criatividade de uma pessoa ou grupo de pessoas e tem valor econômico.

Acabamos e ver, em Aracaju, uma ideia criativa e de forte agregado econômico da artista Ivete Sangalo. A pergunta é: “Será que as pessoas pagariam o valor que pagaram dos ingressos se esse show tivesse sido lançado apenas no Brasil?” Vamos pensar a respeito? Não estou falando da qualidade do show, que pelo que soube foi excelente, mas do valor que foi agregado ao mesmo, por ter sido apresentado e lançado no Madison Square Garden em New York.

Durante muito tempo, os chamados produtos criativos ficaram muito mais visíveis nas artes: obras primas de grandes pintores e escultores, peças teatrais muito famosas, show, musicais e, por este motivo, de um modo geral, nasceu a tendência de se acreditar que a criatividade era importante apenas para as artes. Hoje já se sabe e entende que a criatividade é importante para os artistas, cientistas, médicos, engenheiros, advogados e empresários (individuais, micro, pequenos, médios ou grandes).

E, finalmente, podemos dizer que poucos negócios hoje são os mesmos de há dez anos e pouquíssimos serão os mesmos daqui a cinco anos. Portanto, a capacidade de criar, de agregar valor econômico à ideia é o que fará com que muitos possam continuar num mercado cada vez mais agressivo, cada vez mais mutante e que exige que seja feito - sempre - mais por menos.

Logo, essa capacidade de criar, de gerar ideias e agregar valor econômico será, com certeza, a mais nova fronteira para pessoas, instituições, empresas, comunidades, territórios, cidades, estados e países.  Este é um caminho sem volta!

Comentários(0)
17
outubro
Tamanho da fonte
Postado por: Fernando Viana          Categoria: Novidades
 

Em 2006, durante a realização do Fórum Econômico Mundial[1] foram realizados vários seminários sobre criatividade como uma maneira de chamar atenção aos líderes mundiais de que não é possível solucionar os seculares problemas do mundo se esses problemas não forem analisados com a ótica de solução criativa de problemas, ou seja, se não forem olhados com outro viés de como têm sido analisados nos últimos anos.
                 O 36o. Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial realizado , em 2006, foi aberto com uma chamada para líderes economistas, políticos e sobre a importância da criatividade para se encontrar novas respostas para os problemas mundiais.
                “As hipóteses, ferramentas e conjecturas que os líderes vêm usando para tomar decisões na última década passada parece ser inadequada. Portanto, é imperativo para líderes em todos os cenários da vida desenvolverem novas capacidades se esperam ser bem sucedidos e se manterem relevantes”, disse o Prof. Klaus Schwab, Fundador e Principal Executivo do Fórum Econômico Mundial.
                “ É necessária para encontrar novas ferramentas e soluções que ajudarão a dissolver as nuvens cinzentas do desequilibrio global, concorda Mukesk Ambani, Executivo e Diretor, Reliance Industries, India e Co-Executivo do Encontro Anual de 2006. O mundo tem chances reais se conseguirmos formar uma parceria global para banir a pobreza e nós precisamos de soluções criativas. O que nos estamos fazendo quando vamos para o Encontro Anual é provocar um diálogo entre diferentes constituintes para formar uma parceria para criar um mundo mais equilibrado”, diz ele.”
                  Dando continuidade a esse processo e preocupada em como seria possivel melhorar das pessoas e, consequentemente, conseguir inovar processos, produtos e serviços a Comunidade Econômica Européia definiu 2009 como o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação.
                  A partir desse episódio, as palavras inovação e criatividade tornarem-se a ordem do dia dos governos, empresas e instituições no Brasil e no Mundo; nunca se falou tanto em inovação nos últimos anos como tem se falado ultimamente.
                  Todavia, um recente relatório publicado pelo INSEAD[2], Londres, que pesquisou através de 12 indicadores bastante consistentes o estado da arte da inovação em 132 países do mundo, coloca o Brasil em 68º lugar no ranking de países inovadores do Mundo.
                  O que observamos é que falamos muito em inovação, mas o que percebemos é que há uma grande confusão sobre o que seja criatividade e o que seja inovação. valendo considerar, portanto, que criatividade e inovação não são as mesmas coisas.
                O processo de criar é uma habilidade fantástica da mente humana, que traduz as percepções e os entendimentos escondidos no fundo do nosso inconsciente e os leva para a arte, para a ciência, medicina, engenharia, em suma, para as escolas, para as universidades, comunidades, empresas, pessoas e para o dia a dia de todos nós.
                Em resumo poderemos dizer que a criatividade é a habilidade de fazer a comunicação externa (entre as conexões e insights que estão escondidos na nossa mente) das ligações que estabelecemos entre duas ou mais coisas e das idéias que surgem em nossa mente trazendo-as para a realidade, para o mundo externo. Vale, portanto, afirmar que a criatividade não é importante apenas para as artes como muitos pensam, mas para todos os tipos de atividades e também para os negócios.
                Todavia, quando falamos em organizações, comunidades ou grupos podemos perceber que para se desenvolver a criatividade nesses ambientes é necessário se levar em consideração não apenas as ferramentas, mas principalmente como desenvolver o pensamento criativo para que se consiga um ambiente – realmente - criativo. A partir do fortalecimento desse ambiente iremos ter a geração de centenas de ideias e, certamente, muitas delas irão poder ser tranformar em processos, produtos ou serviços inovadores.
                Por outro lado, quando falamos em inovação queremos dizer que o se busca é a transformação dessas ideias ou “insights” em resultados com valor agregado seja em processos, seja em serviços, seja em produtos. Inovar, portanto, é tornar o que foi criado em algo novo e útil, mas que possa ser utilizado no mundo real; daí o motivo de alertarmos que poderemos ter criatividade sem ter inovação; mas é impossível se ter inovação sem criatividade.
                Uma das definições do que seja inovação e que consideramos bastante esclarecedora é a elaborada pela European Foundation for Quality Management[3], que afirma:  

 

“Inovação é na prática a transformação de ideias em produtos, serviços, processos, sistemas e interações sociais. Através da inovação é possível se criar novas cadeias de valor que satisfazem acionistas e promovem o desenvolvimento sustentável. A inovação gera trabalho, aumenta a qualidade de vida e promove a sociedade sustentável. Inovação não pode ser confundida com “high-tech”. Ela floresce em todas as dimensões da economia e da sociedade.”


                   A inovação é o final do processo criativo. Enquanto a criatividade pode ser um processo de um único indivíduo que teve uma grande ideia; a inovação é o resultado do trabalho em equipe que transformará essa grande ideia um processo, produto,  serviço ou interação social de alto valor agregado.
                   Vamos considerar alguns exemplos básicos partindo de uma grande ideia até se passar por várias etapas da inovação incremental:


1 - Em 1876, Graham Bell conseguiu fazer com que a voz humana fosse transformada em sinais e transmitida por um fio. Qual a grande ideia? O telefone. Mas, o que aconteceu com o telefone nesses 134 anos? Foi passando por gradativas transformações incrementais, cada uma agregando valor até transformar-se no poderoso celular, o qual por sua vez a cada minuto passa por outras violentas transformações. Dai poderemos perguntar: “Quem inventou o telefone?” Rapidamente responderemos: “Foi Grahan Bell.” Mas, quem inventou o celular? Impossível responder justamente porque o celular já é uma inovação e o resultado de um trabalho envolvendo milhares de pessoas, centros de pesquisas e cientistas.


2 - Nos primórdios da Humanidade o homem teve a brilhante ideia de através do atrito entre dois pedaços de madeira gerar o fogo. Fazia a fogueira que servia para aquecer, para preparar alimentos, para proteger do ataque de animais e também para fazer das chamadas “rodas do conselho” na quais discutiam os problemas daquela comunidade. Todavia, só em 1879, Thomas Edison através de uma inovação radical fez com que as luzes das velas dos candelabros e candeeiros de querosena fossem substituidas pela lâmpada elétrica. Com isto, a luz elétrica deixou de lado os românticos candelabros e, gradativamente, foi sendo modificada através de transformações incrementais até chegar à luz de neon, luz fria e muitas outras formas de iluminação modernas. A grande ideia inicial foi de Edison, mas quantos e quantos cientistas e centros de pesquisas estudaram a lâmpada e foram pouco a pouco fazendo transformações incrementais até chegar à lâmpada de neon? Portanto a criatividade teve o grande gênio de Edison ao criar a lâmpada elétrica em 1879; todavia a lâmpada de neon que poderemos afirmar tratar-se de uma inovação quem realmente foi o seu criador? Mais uma vez a resposta, muita gente envolvida.


3 - Em 1906 Santos Dumont teve a ideia de provar que o mais pesado do que o ar poderia voar independentemente de um balão para sustentá-lo. Aqui teremos várias variantes a considerar: os teco-tecos, os aviões supersônicos, os aviões a jato e os ônibus interespaciais. Cada um para acontecer foi resultado de muito investimento, muita pesquisa, muita gente envolvida e muita incrementação, até se chegar ao produto final.


                  A pergunta final é sem a grande ideia inicial: “Sem o telefone, sem a lâmpada elétrica e sem o 14 BIS, teríamos chegando de imediato ao telefone celular? Na lâmpada de neon? No ônibus espacial?”
                  Lamentavelmente no Brasil se fala muito de inovação que é o final do processo, mas esquecemos de falar na criatividade que é o início do processo. As empresas querem inovar os seus processos, produtos e serviços; as instituições buscam a inovação social, mas esquecem – em sua maioria – de que para se inovar a contento é necessário se criar um ambiente favorável ao pensamento criativo, ou seja, a geração de idéias que irão virar experimentos, que poderão se transformar em inventos, novos processos, serviços e que poderão, em seguida, passar por uma infinidade de processos de inovação. Não foi por acaso que a Petrobras incluiu em 2000 a criatividade e a inovação como uma das dez competências-chave dos seus empregados.
                  Por outro lado, acreditamos que deveria ser uma preocupação das escolas, faculdades e universidades desenvolver desde a idade jovem o potencial criativo dos seus alunos.
                  Há ainda uma pequena confusão. Para muitas pessoas a palavra criatividade ainda é vista com certa reserva; os motivos são muitos e de certa forma fazem sentido: pois muitos acreditam que a criatividade está ligada apenas às artes: pintura, desenho, escultura, canto e teatro. Por conta desse pouco entendimento, a maioria da população e até mesmo pessoas muito esclarecidas não compreendem que é, na verdade, resultante da nossa capacidade de enxergar o mundo com outros olhos, ver os mesmos problemas de forma diferenciada e, dessa maneira, conseguir encontrar soluções ainda não pensadas ou sugeridas. A criatividade não está apenas em desenhar belos quadros, em fazer belos bonecos, nem esculturas magníficas, na verdade, esta é apenas uma das muitas facetas da criatividade.
                 Em resumo, pode-se afirmar que é um processo, cujo produto final resultante é algo que é novo, considerado útil ou satisfatório para um determinado grupo de pessoas num determinado período. Logo, não basta apenas ser uma “novidade” para que um processo ou um trabalho seja considerado criativo. O processo criativo ocorre num contexto social, sendo, portanto afetado pelo ambiente geográfico, pelas forças sociais, econômicas e políticas, pelos valores culturais e é fundamentalmente afetado pelas oportunidades geradas pelo sistema de educação e as práticas existentes na educação das crianças.
                Finalizando, a inovação é resultante da criatividade e sem que se estimule a criatividade no ambiente de trabalho, sem desenvolvermos o nosso pensamento criativo é muito dificil haver inovação.
Portanto, por mais que se deseje e busque as empresas e instituições não começarão a colher realmente a inovação enquanto não plantaram no seu solo empresarial.
 

(*) Fernando Viana

Diretor Presidente da FBC



[1] Davos, Suíça.

[2] Global Innovation  Report, 2009-2010

[3] www.efqm.org

Comentários(0)
« anterior [1] próximo »

 
Sobre o Autor

Fernando Viana

Diretor-Presidente da Fundação Brasil Criativo, formado e pós graduado em Geologia pela Universidade Federal de Pernambuco> Possui Formação em Facilitação em Processo Criativo, no ILACE - Instituto Latino Americano de Criatividade e Estratégia, São Paulo e Certificação na Metodologia Solução Criativa de Problemas (CPS - Creative Problem Solving) pela Creative Education Foundation, Buffalo, NY, USA. Recebeu o Prêmio Ser Humano Oswaldo Chechia - 1998, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos/Nacional, São Paulo, SP pelos resultados empresariais obtidos com o Projeto Criatividade não é dom! na Petrobras/UO-SEAL. Autor do livro Espiral Criativa publicado em 2003. Escreve também para o Portal Infonet assuntos relacionados com Criatividade, Inovação, Liderança  Criativa, Transformação Organizacional e Economia Criativa.

Busca
Categorias
Todas (2)
INSTITUCIONAL
EMPREENDIMENTOS
SERVIÇOS
BIOTECNOLOGIA
ENERGIA
TIC
   
O Parque
Quem somos?
Onde estamos?
Destaques
Doc. Organizacionais
Faça parte da SergipeTec
Resultado
Fale Conosco
Webmail
Empreendimentos
Instituições
Parceiros
 
NIT
Editais
Licitações
Eventos
Blogs
Galeria de Imagens
Videoteca
C3 Bio
Biofábrica
Notícias
 
C3 Energia
Probiose
Notícias
 
C3 TI
Fábrica de Teste
Notícias
 
 

 

 

Av. Carlos Rodrigues da Cruz s/n. Centro Administrativo Gov. Augusto Franco
Bairro Capucho / Aracaju-SE / CEP 49081-190 / Tel / Fax: (79) 3259-0186
Copyright 2010 SergipeTec.org.br - Todos os direitos reservados